segunda-feira, 14 de março de 2011
Palavras repetidas.
Eu estou sozinha agora, mais do que nunca. Não tenho onde me segurar e nem preciso, pois o que antes me derrubava agora se tornou também vazio. Tudo vazio. Sempre vazio. Esse sentimento parece que persegue. Simplesmente não quer me deixar. E eu tento olhar para o céu e ver as tão sonhadas estrelas mas elas nunca estão lá. Está tudo escuro. Aqui dentro também está escuro. E luto diariamente para encontrar algo que me faça lembrar de como era bom estar sorrindo, mas não consigo.
E eu encontro em olhos castanhos algo que me faz sentir bem, mas quando está distante é como se eu não estivesse respirando. E está sempre distante. Mantenho as folhas rabiscadas com trechos de tudo o que eu preiso escrever, mas são sempre lembranças. E a vontade de queimar as lembranças é maior do que a de compartilhá-las com quem quer que seja. As palavras acabam saindo sem sentido, mas eu não me importo. Pois ao menos nelas eu encontro vestígios de quem sou, certezas e incertezas que me fazem perceber o quanto ainda estou viva.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Phone call.
Simples palavras que mudaram meu dia, e meu humor.
Hell yeah, I miss him so much!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Com que freqüência os teus sentimentos mudam?
Com que freqüência os teus sentimentos mudam?
Acha que desisto facilmente, mas o fato é que fui vencida pelo cansaço. Aquele belo loiro é que disse algo inteligente: "Não adianta insistir numa coisa que não dá!".
Tu tentas uma vez, duas e até três. Dependendo da intensidade do sentimento até se quebra um pouco mais. Mas chega uma hora que a única coisa que tu podes ver ao redor são lembranças vazias. E quem é que deseja lembranças vazias?
Chame-me de fraca por desistir, mas não te dou o direito de culpar-me por não mais querer tentar. Correndo muito atrás é que perdi o rumo da outra vez. Tenho até medo de pensar nas conseqüências se eu o fizesse novamente. Queria que entendesse que todo o tempo a única coisa que fiz foi amar. E o meu sentimento, este jamais mudou - apesar de eu ter tentado expulsá-lo de mim-. É auto defesa. Ninguém gosta de sofrer. Não se ofenda quando te pergunto com que freqüência teus sentimentos mudam. Sentimentos sempre mudam. Favorecem uns e destroem outros. Mas por ordem natural das coisas, mudam. Eu jamais perguntaria com intenção de ofender, mas infelizmente cada um entende como deseja. Eu quero mesmo é saber o que se passa dentro do alguém que eu tanto desejo. Quero saber se vale a pena eu ainda desejá-lo ou se é melhor me forçar a esquecê-lo. Eu quero respostas.
E agora eu te pergunto, novamente, e, por favor, não pense que quero ferir teus sentimentos com tal pergunta...
Com que freqüência teus sentimentos mudam?
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Só você não viu.
- Tu tava estranha ontem, disse ele.
- Não tava não. Quem é essa moça?
- Sobre isso que eu queria falar. Tu gosta mesmo de mim?
- Eu gosto, se não gostasse não estaria aqui a esta hora.
- Fala a verdade, não está com outra pessoa?
Certo, agora ela estava realmente confusa.
- Eu não tô com outra pessoa, de onde tirou isso?
- Achei que não quisesse nada sério, disse ele com naturalidade.
- Ok. Então porque a pessoa gosta de beber, de fumar, de fazer loucuras ela simplesmente não sente nada por ninguém? Ela não é capaz de amar de verdade?
- Não é isso, é que não parecia que tu gostava realmente de mim. Eu não sentia isso em ti. Talvez se tivesse demonstrado mais...
- Desde quando gestos falam mais do que palavras? Tem tanta gente que fala, fala e fala e no final era tudo mentira!
- Mas fala sério... se a gente namorasse tu não seria fiel, não é?
- Não acredita em mim? Porque não acredita em mim? Essa mania de achismos me dá uma agonia sem tamanho. Se tinha duvidas porque não perguntou? Porque não disse que gostava de mim também?
Ela tinha ficado realmente nervosa com o fato de estar ouvindo a única pessoa que tinha se dado a chance de amar falar daquela forma.
- Olha... Esquece minha desconfiança. Eu não te perguntei porque não achei necessário. Se eu achasse que tu gostava de mim, com certeza eu teria perguntado. Eu realment não acreditei em ti quando disse q suas palavras eram verdadeiras e tu nã gostava de mentir, disse q me amava... Mas eu não levei a sério.
Ela estava suando frio, seu corpo tremia.
- Ai tu vem me pedir pra admitir que tava com outro, quando é tu quem tá com outra pessoa.
As palavras sairam fugidas de sua boca, mas ela não se arrependeu.
- Se eu soubesse... Não teria feito isso. - Ele gaguejava.
- A gente não pode exigir dos outros o que não faz, não é? Tu disse isso pra mim, mas porque não usou as palavras para ti mesmo? Poxa. Eu falei: NÃO FALA AS COISAS PQE EU VOU ACREDITAR, E SE EU ACREDITAR, FODEU! E tu falou mesmo assim. E eu acreditei, tu pode não ter acreditado quando eu falei, posso parecer uma idiota que sai por ai brincando com amor, mas eu não sou assim. Nem tudo que parece, é.
Parou de falar por um instante, mas as palavras continuavam saindo.
- Mas eu, eu acreditei em ti . Porque eu acredito em quem eu gosto. E se tu não quisesse, tudo bem. eu não iria atrás de outra pessoa por isso. Eu iria continuar vivendo, e se aparecesse alguém, beleza. Mas não de um dia pro outro. A gente não gosta e desgosta das pessoas assim. -
Ela conseguiu finalmente se calar, então ele retrucou.
- Eu sei qu não... Poxa, to me sentido mto inseguro. Tudo que tu falou... Mexeu comigo.
- Pis não desconte isso nos sentimentos dos outros. ninguem tem que pagar pela tua insegurança. não quis que ninguém pagasse pela minha, é injusto. Eu to me sentindo muito idiota, se tu quer saber.
- Eu não te fiz mal por querer, eu nunca te faria mal por querer. Tenso... As vezes a gente machuca quem mais a gente quer cuidar.
Ela olhou para ele e sentou no canto da cama, não conseguia entender de forma alguma como podia se sentir daquele jeito.
- Alguém sempre tem que sair ferrado dessa coisa de gostar, isso é fato! Que saco!
- Não precisa ser assim, disse ele com tranquilidade.
- Imagina se não. Se não for tu, serei eu. E se não eu, a terceira pessoa que está envolvida neste ciclo vicioso.
- Assim parece que o sinônimo de amar é sofrer, como dizem.
- E não é? Porque tu acha que eu não demostro as coisas? Não é por não sentir. É por saber no que dá.
Ela olhava nos olhos dele que pareciam não entender exatamente o que ela queria dizer. As feições do rosto claro, dos olhos escuros... Tudo parecia tão frio agora. Ele parecia frio. A culpa era dela por não ter dito com todas as palavras que amava ele. Aí então ele procurou em outra pessoa o que achava que não encontraria nela. Era uma menina bastante sentimental, apesar de não parecer. Não demonstrava qualquer carinho por medo de não receber de volta. E ela se sentia mesmo culpada por deixar passar alguém tão importante.
- A gente sofre... Mas o que conta são os momentos felizes.
Ele falava com uma naturalidade inacreditável e ela estava ficando nervosa. O tom de sua voz diminuiu significativamente, parecia que ela falava com ela mesma.
- Eles se apagam todos . São engolidos por uma sombra gigantesca do que foi ruim. E aí só sobram os momentos que não aconteceram. Os que a gente queria que tivessem acontecido. Porque esses tão com a gente quando a gente vai dormir. O resto é tomado por mágoa ou sei lá o nome do sentimento que leva tão facilmente o que tinha de bom.
- Eu queria ter tido mais momentos feliz contigo.
- Eu também.
Ela vestiu o casaco, pegou sua bolsa e saiu pela porta. Ele não a seguiu, mas pensou em ligar para saber se ficaria bem, se a veria novamente.
A vida é mesmo uma bagunça de sentimentos. Leva e trás as pessoas todos os dias. Sempre com frieza, sempre sem se importar com a dor. Ela descobriu então a falta que fazem as palavras. E se ela o tiver perdido para sempre? Havia demonstrado seu carinho de uma forma que talvez ele não tivesse entendido. É uma menina simplória. Seus gestos falam por si. Suas palavras quando ditas, saem como uma tempestade que pode ser devastadora. Por isso tem o cuidado de nem sempre demonstrar. Já foi derrubada muitas vezes por sentir.
Mas de certa forma aprendeu que realmente, não se deve deixar o medo de errar impedir que você jogue. As coisas que quer podem estar bem a sua frente, e se alguém não der o primeiro passo, os sentimentos verdadeiros podem ficar escondidos eternamente. Pulsando dentro do coração rancoroso, tirando de você a esperança do que deveria ter sido uma lembrança bonita.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Sinto falta de sentir.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Desejando esquecer.

And minutes take longer to break
I will be desperately awaiting
But my tongue won't fall apart
And we've been sitting here for hours
All alone and in the dark.
De: Mayday Parade - You Be The Anchor That Keeps My Feet On The Ground, I'll Be The Wings That Keep Your Heart In The Clouds
Nada mais restou. Outro gole de cerveja seguido de mais uma tragada no cigarro. A luz apagada e o céu escuro só me permitem vê-lo queimar. Ele é tão belo. Tão saboroso e tão quente quanto qualquer outra coisa que eu já tenha experimentado. Eu tentei suprir minha necessidade de estar completa com outras coisas. Tentei ser sincera do meu jeito estúpido e dizer o que sentia. Mas desde sempre isso só afastou as pessoas ao redor. Talvez alguns tenham medo de se entregar a outro alguém, a uma aventura qualquer. Se não der certo, valeu tentar.
Bebo outro gole, está tão gelada quanto a minha pele que implora por um calor que os cobertores não trazem. Sorrio para o nada e percebo a pessoa sozinha que me tornei. Lembro tardes que passei em meio a tanta gente e me peguei sentada em um canto pensando em nada. As pessoas ali, eu aqui. De certa forma sempre foi assim, provavelmente sempre será. O que eu trago comigo costuma repelir as pessoas de uma forma que não consigo entender. A aparência insatisfaz os olhos e não permitem que conheçam o que há por trás dela - não que isso seja grande coisa-. Prometi jamais mudar pelos outros e mantenho. Só mudo por mim. Fazer algo pelos outros nunca me levou a lugar algum. Nunca me trouxe bons resultados.
A cerveja já terminou e eu continuo no escuro. Provavelmente continuarei assim até o amanhecer. Me arrependendo de falar demais, de pensar demais e de querer demais. Ao menos saberei que quando eu acordar, terei ao meu lado coisas que me farão esquecer e dormir denovo. Ao menos momentaneamente, eu terei paz.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Comer, Rezar e Amar. - Filosofia
Igualdade entre os sexos. O assunto vem sendo tratado ao longo de muitos e muitos anos. O que conseguimos até agora? Igualdade, claro; em partes. Ao mesmo tempo em que as mulheres podem trabalhar em lugares em que só homens trabalhavam, podendo exercer grandes cargos e atingindo maior competência na realização das tarefas, a evolução da igualdade traz consigo um lado desigual. Muitos acham que as mulheres estão de certa forma, se masculinizando, e que deveriam voltar aos seus lugares de origem, limpando a casa e dedicando-se a família e ao marido em tempo integral, para evitar problemas.
Tomemos como exemplo o filme O Sorriso de Monalisa, no qual a atriz Julia Roberts interpreta uma professora de classe média, independente e solteira em uma escola na qual as alunas são “programadas” para sustentar uma vida a dois. Com a certeza de que as mulheres têm a capacidade de viver feliz sem um companheiro, valorizando a essência da inteligência e do bom gosto pela arte, livros e músicas, acrescentando os mesmos nas cabecinhas cheias de idéias prontas que são formadas desde sempre e mostrando ideais e perspectivas de vida diferenciadas para as alunas. Enfrenta o preconceito de toda uma instituição e das próprias estudantes, porém, consegue fazê-las enxergar que a vida não é sempre um grande livro romancista e sim uma junção de altos e baixos, que sucedem as escolhas que são tomadas ao longo de uma vida.
Achei toda a história muito bem articulada. Muitas das mulheres ainda pendem para o antigo regime fechado que lhes é apresentado desde a infância. Vivem para encontrar um grande amor. Ah, se soubessem que a vida é mais uma tragédia de Shakespeare do que um clichê romântico de Stephenie Meyer. O belo príncipe encantado em cima de um vistoso cavalo branco é tão last week, e tão impossível de acontecer quanto à chuva no Norte do Brasil.
A busca pelo amor perfeito tem sido deixada de lado para dar espaço à busca de si própria. Preferindo então estudar, trabalhar e conseguir um cargo elevado do que sair desesperada a procura de um grande e invisível amor. A presença masculina virou então o que sempre foi, um complemento a felicidade, e não o motivo da mesma. Voltando então a Julia Roberts que estrela outro filme do mesmo feitio, baseado no livro Comer, Rezar e Amar, de Elizabeth Gilbert. A revista ÉPOCA, de 27 de setembro de 2010, apresentou uma reportagem muito bem escrita, na qual expõe a história do livro e os objetivos de Elizabeth ao escrevê-lo:
“A escritora chegou à meia idade com um casamento sem filhos desfeito, seguido de uma paixão que não deu certo e apenas uma certeza: não sabia mais quem ela era. Deixou para trás tudo o que tinha (ou não tinha) e partiu para uma jornada pelo mundo: Itália, Índia e Bali(...)
O filme, como o livro, é um épico pós feminista: em busca de equilíbrio espiritual e independência emocional, Elizabeth tira o foco do alvo clichê das mulheres – um grande e seguro amor–, e é aí que o encontra. Não como objetivo principal, mas como parte daquilo que se chama felicidade. (....)”
Aí está, talvez Elizabeth tenha retratado em seu livro o que muitas de nós mulheres gostaríamos de fazer. Sair em busca de felicidade. Porque como citado na revista, o amor é uma conseqüência de uma série de conquistas que fazem parte da vida, e quando colocado em primeira opção, torna-se algo um tanto forçado, uma alegria obrigatória. Não quero dizer que encontrar outro alguém e amá-lo é impossível, mas sim que não deve ser algo idealizado ou colocado em primeiro plano. Pode haver tantas coisas tão ou mais incríveis quanto um relacionamento.
E não é de hoje que muitas mulheres vêm deixando de lado uma “carreira” emocional e dedicando-se mais ao que querem, retirada da revista ÉPOCA, uma lista de filmes antigos e atuais que contam histórias de mulheres que largaram tudo em busca da sua felicidade.
“Heroínas que largaram tudo e foram atrás de si mesmas:
(Mulheres do tempo em que os mocinhos não tinham vez)
Shirley Valentine
1989
Shirley Valentine é uma mulher perfeita e tradicional. Todos os dias arruma a casa, passa roupa e prepara o jantar do marido. Só que Shirley está vivendo um momento difícil e acha que essa existência rotineira está acabando com seus velhos sonhos de juventude. Para tentar recuperá-los, viaja por duas semanas para a Grécia com uma amiga. Longe do marido e dos filhos, talvez encontre o amor e quem sabe a liberdade
Presente de grego
1987
Diane Keaton vive uma executiva ambiciosa e bem-sucedida que ganha de “herança” uma bebê, sua sobrinha que ficou órfã. Diante das dificuldades de trabalho de uma mulher com filhos, larga a empresa e vai viver no interior com a menina. Acaba encontrando sua verdadeira vocação, se apaixonando e conseguindo equilibrar seu trabalho com a vida pessoal
Thelma & Louise
1991
As duas protagonistas, feitas por Susan Sarandon e Geena Davis, saem pela estrada, abandonam seus homens, matam um estuprador e dão carona para Brad Pitt. No fim, preferem morrer a continuar vivendo num mundo patriarca
Sob o sol da Toscana
2004
Frances Mayes (Diane Lane), uma escritora que vive em São Francisco, tem uma vida perfeita até que se divorcia do marido. Decide comprar uma chácara na Toscana para descansar e começar uma nova fase em sua vida. Enquanto reforma a casa, conhece um homem que a faz redescobrir seus sentidos.”
Talvez o dia em que pararem de procurar e de idealizar tanto a figura masculina, as ilusões se terminem e cada mulher vai ter consciência de que o amor não existe apenas em uma vida a dois, e que os sorrisos que vão fazer seu rosto brilhar podem vir de lugares completamente inusitados, e a figura masculina vai se tornar cada vez menos necessária. E eu digo necessária no sentido de necessidade extrema. As mulheres vão continuar amando os homens e chamando-os de cachorros, galinhas, canalhas e toda essa imensa lista de bobagens; e vão continuar a procura deles. O que deveria ser diferente é que essa procura precisa ser algo que acontecesse ao natural, e não uma necessidade de auto- afirmação.