sábado, 7 de maio de 2011

Lusco - fusco

"Por um instante, emergindo das profundezas do sonho, fica pairando numa região lusco - fusco, entre os dois mundos.
O relógio continua a tilintar . Cinco segundos. O milagre acontece: o infinito é devorado pelo finito: o mundo ilimitado do sonho desaparece dentro do mundinho de quatro paredes que o despertador enche com sua voz metálica"

Érico Veríssimo (Caminhos Cruzados)

Ao ler este trecho do livro, me botei a pensar loucamente sobre o despertar de um sono profundo. Todas as manhãs ao acordar, os olhos ficam pesados e as pernas parecem não querer sair do lugar. Esses momentos lusco - fusco que ficam no caminho entre o sonho e a realidade são os momentos mais plenos do dia. O momento em que você pode se dar a oportunidade de sonhar acordado, sem que ninguém possa lhe tirar a oportunidade.
Lusco - fusco... Expressão engraçadinha esta, não é? Mas pensando bem eu não acharia forma melhor de definir meus olhos de ressaca ao amanhecer dos dias. A minha vontade de seguir sonhando. Muitos sonham mais acordados do que dormindo, eu sou uma dessas pessoas. Me encontro o tempo inteiro em estado de Lusco - Fusco. E devo dizer-lhes, meus leitores... é maravilhoso!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

I am so last winter.

É chegada a época mais bonita do ano. O inverno. Obrigado estrelas por trazerem o frio de volta. É tão bom olhar para o céu e contemplar a beleza de suas nuvens, que vão ficando infinitamente acinzentadas. Ouvir o sopro do vento ao deitar a cabeça no travesseiro, voltar a tomar chá de morango e sonhar com o nada. O verão é repleto de coisas alegres. Mas é a melancolia do inverno que realmente me atrai.
As mentes solitárias vagando entre xícaras de café, o cheiro de fumaça que vem da lareira e um bom livro. Dias e noites repletas de filosofia, de lembranças boas e ruins. Os corpos frios gritando uns aos outros : "Por favor, me aqueça!" . A beleza das noites vazias, das mentes insanas, dos desejos proibidos.
O inverno trás consigo tudo o que há de mais solitário em cada ser. Os segredos mais ocultos voltam em forma de sombras, e os olhos umedecem com facilidade, escondendo-se por debaixo dos cobertores gelados. Mas trás também um mundo cheio de coisas belas, desperta a euforia extrema do que realmente somos, do que realmente queremos, e de libertar toda e qualquer fanasia que esteja guardada em nossas almas.
O inverno chegou. E eu vou colocar meu casaco, esconder meu rosto com o capuz e caminhar infinitamente no escuro. Observando a fumaça branca que sai de minha boca quando respiro, e desejando que esta época dure muito tempo.

domingo, 24 de abril de 2011

Vanilla Twilight

Eu amo a sua voz e o jeito como fala que me ama. Amo seu cheiro e seu sorriso. Amo quando fica cantando qualquer música ruim no meu ouvido. Amo quando me acorda pela manhã só para dizer bom dia. Mas mais do que qualquer coisa, amo o fato de me fazer sentir tão bem apenas por saber que é recíproco.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Possível última carta ao meu Moço Loiro

Ah, olhos castanhos! Desta vez eu decidi seguir em frente... Precisei me dar a oportunidade de viver e de ser feliz mesmo que sozinha. E aquelas palavras que tanto insiti em lhe dizer eu vou deixar para trás. Sábio é aquele que acredita no amor. Mas no amor que realmente existe, no que faz bem. Aquele tipo de amor que é correspondido. O lado doentio de te querer estou deixando ir embora, para que então não precises ler todas as coisas que eu tanto quis que entendesse.
"Mas em um segundo tudo pode mudar, meu amor." Foi você mesmo quem disse. E sim, eu te guardarei com as minhas verdades, em forma de palavras repetidas. Tantas foram as vezes que desejei sair correndo e não o fiz. Só que agora eu vou correr para a vida! Deixarei de lado o que foi platônico para encontrar o que é real. Porque sentir o que eu sentia não foi o suficiente para me fazer feliz, e eu também não o culpo por nada disso. A culpa não é de ninguém.
A vontade de vê-lo, de tocá-lo... esta vai indo embora com o tempo. Mas o amor que senti, este eu acho que jamais ir. O problema é que amar sozinho não sustenta um coração. Cansei de tentar te decifrar, de brincar comigo mesma. A vida não é um jogo de quebra cabeças que pode ser guardado em uma caixa para tentar montar depois. A vida é aqui, e é agora.

Nunca é tarde pra recomeçar a viver,
com ou sem você.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Chuvas de Verão

São chuvas de barulho

Chuvas de palavras

Chuvas de tudo

Chuvas de nada


São chuvas de tempo

São chuvas em vão

São chuvas que mexem

Com meu coração


São chuvas que molham

Ou chuvas que não

Param, Sentem, Olham

Essas Chuvas de Verão


Daniel

segunda-feira, 14 de março de 2011

Palavras repetidas.

Eu achava que estava melhorando, mas na verdade tudo continua igual. As mesmas árvores com suas folhas secas caindo no mesmo lugar. Os rostos são diferentes, porém suas expressões são exatamente iguais às que eu vejo desde sempre. É como se o tempo passasse e eu ficasse presa em alguma coisa que não me dá liberdade para expressar tudo o que eu queria. A rotina me consome e cada passo parece já ter sido dado.
Eu estou sozinha agora, mais do que nunca. Não tenho onde me segurar e nem preciso, pois o que antes me derrubava agora se tornou também vazio. Tudo vazio. Sempre vazio. Esse sentimento parece que persegue. Simplesmente não quer me deixar. E eu tento olhar para o céu e ver as tão sonhadas estrelas mas elas nunca estão lá. Está tudo escuro. Aqui dentro também está escuro. E luto diariamente para encontrar algo que me faça lembrar de como era bom estar sorrindo, mas não consigo.
E eu encontro em olhos castanhos algo que me faz sentir bem, mas quando está distante é como se eu não estivesse respirando. E está sempre distante. Mantenho as folhas rabiscadas com trechos de tudo o que eu preiso escrever, mas são sempre lembranças. E a vontade de queimar as lembranças é maior do que a de compartilhá-las com quem quer que seja. As palavras acabam saindo sem sentido, mas eu não me importo. Pois ao menos nelas eu encontro vestígios de quem sou, certezas e incertezas que me fazem perceber o quanto ainda estou viva.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Phone call.

- Oi amor, tá com saudade de mim?

Simples palavras que mudaram meu dia, e meu humor.
Hell yeah, I miss him so much!