Escuto a chaleira gritar. Levanto da velha poltrona, sem vontade. Desligo o fogão. Xícara, saquinho de chá de morango, bastante açúcar. Encho o recipiente com água fervente. Volto a me sentar. Olho pela janela. Céu escuro e sem estrelas. Noite fria. Pele fria. Meus cabelos desgrenhados são o reflexo da solidão de domingo. O pijama surrado e a pantufa rasgada só confirmam a ausência de alegria em minha face.
O cômodo vazio é um espelho de todo o meu corpo. Uma vez quando ficava sozinha, pensava em tantas coisas. Agora já não consigo mais. Simplesmente não dá. À medida em que a lua se aproxima e o céu se fecha, minha alma se fecha também. A solidão toma conta de mim e não restam motivos para seguir respirando.
Nem triste, nem feliz. Nada. Simplesmente nada. Só vazio. Amo tanto as estrelas. Mas nem essas tem aparecido para me fazer companhia de uns tempos pra cá. Nos meus pensamentos só uma imagem. A velha imagem. Os traços borrados, os sorriso apagado e o olhar distante. Lembranças de um tempo tão distante.
Estou tão distante de mim mesma quanto o céu está das águas do mar. Um além impossível de ultrapassar. Quero me encontrar em mim novamente. Achar o eu que se perdeu. Tomo o último gole de chá, despejo água na xícara e a deixo sobre a pia. Vou deitar. Nada mudou de ontem pra cá. Mais um dia vivido em vão.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Colei na geladeira pra você lembrar de mim.
Tristes estavam minhas feições ao te encotrar naquela noite, aquela noite triste na qual todo o meu mundo desmoronava. Eu estava caindo e sangrando, mas lá estava você. Segurando minhas mãos sem me deixar cair, me fazendo levantar a cabeça e seguir.
As vezes, muitas vezes, quando eu olho ao redor e vejo que nada restou, eu posso te enxergar. Teus olhos que parecem brilhar e refletir em mim, trazendo todo o teu calor. Esse calor que eu quero sentir agora. E sentada aqui,sozinha, eu fico pensando em como eu queria que estivesses aqui, agora.
Só para eu poder encher teus ouvidos de conversinhas banais, falar pelos cotovelos até que tu me mandasse calar a boca. Tu deve saber que eu não calaria não,sou chata demais! Agora ou tu some, ou me aguenta. Sou egoísta, só penso em mim.
Mentira! Penso muito mais em você do que em mim. Penso muito mais nas lembranças boas que rodeiam os meus dias quando estas presente. Sempre lembranças boas. Lembranças que eu não vou e nem quero esquecer.
Segue comigo o desejo de triplicar estas lembranças.
As vezes, muitas vezes, quando eu olho ao redor e vejo que nada restou, eu posso te enxergar. Teus olhos que parecem brilhar e refletir em mim, trazendo todo o teu calor. Esse calor que eu quero sentir agora. E sentada aqui,sozinha, eu fico pensando em como eu queria que estivesses aqui, agora.
Só para eu poder encher teus ouvidos de conversinhas banais, falar pelos cotovelos até que tu me mandasse calar a boca. Tu deve saber que eu não calaria não,sou chata demais! Agora ou tu some, ou me aguenta. Sou egoísta, só penso em mim.
Mentira! Penso muito mais em você do que em mim. Penso muito mais nas lembranças boas que rodeiam os meus dias quando estas presente. Sempre lembranças boas. Lembranças que eu não vou e nem quero esquecer.
Segue comigo o desejo de triplicar estas lembranças.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
O silêncio...
domingo, 23 de maio de 2010
Gorete quer ser Gisele.
Não é costume meu assistir ao programa Pânico na Tv, que passa na RedeTv todas as sextas e domingos a noite. Já tem algum tempo que presto atenção no quadro 'Gorete quer ser Gisele'. Não fico feliz com o que vejo. A imagem de Paula Veludo, como foi reconhecida pelo Brasil inteiro já tem alguns meses, foi friamente escandalizada. Não tenho nada contra o programa, com frequencia me pego dando risada às custas das piadinhas imperdíveis que dali surgem, porém, a extrema valorização da aparência me desconcerta um pouco.
Nunca fui extremamente linda, nem extremamente magra, nem cheguei perto de ser uma modelo de capa de revista. Não mesmo. Me culpei por não estar dentro dos padrões durante muito tempo. Mas sabe o que percebi? Que eu gosto de mim do jeito que eu sou, que essas gordurinhas a mais não me fazem mau algum. Que meu cabelo não é o mais bonito do mundo, mas é meu. São as pessoas que se sentem incomodadas por eu ser assim. Quem já me chamou de gorda em praça pública, quem veio me chamar de feia em recadinho de orkut... essas são as pessoas que fazem questão de se sentir incomodadas por eu não ser protótipo. O problema com meu corpo e minha aparência está é nos outros, pois a mim não afeta. Estou bem comigo mesma exatamente como me olho no espelho. Tenho plena consciência de que beleza e corpo sarado não é tudo, e que tenho tantas coisas que se sobressaem em mim além de uma foto bonita.
O que me faz escrever sobre isto é a indignação com os comentários mostrados em rede nacional. Nos 'making offs' do quadro 'Gorete quer ser Gisele' os apresentadores se enxeram de si para chamá-la de feia, repetiram constantemente que ela nunca ficaria bonita, riram, fizeram tantas piadinhas sem graça - lembrando também dos quadros feitos na praia, do ridículo 'Vou, Não vou', nos quais a verdadeira beleza da mulher é jogada fora e trocada por bundas semi nuas - aí está, a quem nunca acreditou... Gorete não tem nada de Gisele, nem mesmo depois da transformação, mas não precisa ser igual a Gisele para ser linda.
Beleza é tão superficial, tão relativa. A verdadeira beleza não está nesses quadros mostrados no programa, e sim dentro da pessoa. Como li em algum lugar, se termina em questão de segundos, em uma conversa monótona. A beleza só é tudo para quem enxerga ao redor e nada vê. No momento em que Gorete apareceu no palco, todos ficaram de boca aberta. Engulam então os comentários. É só o que posso dizer.
Outra coisa que me deixou possessa foi o comentário: 'Você agora tem dignidade'. Com o perdão da palavra, puta que pariu! Ninguém precisa ter um rosto lindo e um corpo escultural para ser digno. No programa o apresentador Emílio disse para procurar no google, procurei então.
Nunca fui extremamente linda, nem extremamente magra, nem cheguei perto de ser uma modelo de capa de revista. Não mesmo. Me culpei por não estar dentro dos padrões durante muito tempo. Mas sabe o que percebi? Que eu gosto de mim do jeito que eu sou, que essas gordurinhas a mais não me fazem mau algum. Que meu cabelo não é o mais bonito do mundo, mas é meu. São as pessoas que se sentem incomodadas por eu ser assim. Quem já me chamou de gorda em praça pública, quem veio me chamar de feia em recadinho de orkut... essas são as pessoas que fazem questão de se sentir incomodadas por eu não ser protótipo. O problema com meu corpo e minha aparência está é nos outros, pois a mim não afeta. Estou bem comigo mesma exatamente como me olho no espelho. Tenho plena consciência de que beleza e corpo sarado não é tudo, e que tenho tantas coisas que se sobressaem em mim além de uma foto bonita.
O que me faz escrever sobre isto é a indignação com os comentários mostrados em rede nacional. Nos 'making offs' do quadro 'Gorete quer ser Gisele' os apresentadores se enxeram de si para chamá-la de feia, repetiram constantemente que ela nunca ficaria bonita, riram, fizeram tantas piadinhas sem graça - lembrando também dos quadros feitos na praia, do ridículo 'Vou, Não vou', nos quais a verdadeira beleza da mulher é jogada fora e trocada por bundas semi nuas - aí está, a quem nunca acreditou... Gorete não tem nada de Gisele, nem mesmo depois da transformação, mas não precisa ser igual a Gisele para ser linda.
Beleza é tão superficial, tão relativa. A verdadeira beleza não está nesses quadros mostrados no programa, e sim dentro da pessoa. Como li em algum lugar, se termina em questão de segundos, em uma conversa monótona. A beleza só é tudo para quem enxerga ao redor e nada vê. No momento em que Gorete apareceu no palco, todos ficaram de boca aberta. Engulam então os comentários. É só o que posso dizer.
Outra coisa que me deixou possessa foi o comentário: 'Você agora tem dignidade'. Com o perdão da palavra, puta que pariu! Ninguém precisa ter um rosto lindo e um corpo escultural para ser digno. No programa o apresentador Emílio disse para procurar no google, procurei então.
Dignidade:
A dignidade é a palavra que define uma linha de honestidade e ações corretas baseadas na justiça e nos direitos humanos, construída através dos anos criando uma reputação moral favorável ao indivíduo. Respeitando todos os códigos de ética e cidadania e nunca transgredindo-os, ferindo a moral e os direitos de outras pessoas.
Ser digno é obter merecimento ético por ações pautadas na justiça, honradez e na honestidade.
A dignidade é a palavra que define uma linha de honestidade e ações corretas baseadas na justiça e nos direitos humanos, construída através dos anos criando uma reputação moral favorável ao indivíduo. Respeitando todos os códigos de ética e cidadania e nunca transgredindo-os, ferindo a moral e os direitos de outras pessoas.
Ser digno é obter merecimento ético por ações pautadas na justiça, honradez e na honestidade.
Agora me digam onde a aparência de alguém se encaixa nesta descrição... I google it, men! Bonita ou feia, a dignidade se constrói em cima de um caráter, longe de descrições físicas. Acho que quem devia ter pesquisado era o apresentador, antes de falar uma besteira dessas. As pessoas são dignas independente de como se parecem. Sendo assim, deveríamos dar muito mais valor às ações antes de ver qualquer graça em quadros humorísticos tão banais... Com ou sem dentes, Gorete sempre foi uma pessoa bonita, simples e humilde. Muito mais digna do que muita gente estereotipada que se vê por aí. Beleza não é fundamental!
- e só para constar... até entendo que sem dentes e com a aparência anterior ela não conseguiria emprego e nem um bom lugar na sociedade. Ele pode ter se referito à dignidade em outro sentido, como em 'socializar' com o resto. Mas isso só acontece porque deixamos que seja assim.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Os perigos de cada um.
Um mosquito que vai ao teatro e precisa tomar cuidado com as palmas. Uma piadinha boba, mas que tras consigo a pergunta: "E o seu perigo, qual é?". Acho que somos todos pequenos mosquitinhos, correndo pelo mundo com medo de olhar para os lados e receber uma bofetada da vida. A palavra perigo acende os medos que existem dentro de mim. São tantos.
Medo de água, medo da morte, medo de pombas, medo de não alcançar meus objetivos, medo de chegar aos vinte sem ter concluído o ensino médio.... Muitos medos que trazem consigo os perigos. Acho que eu sou um perigo para mim mesma. Sou sim. Definitivamente não aceito de forma alguma não alcançar meus objetivos. Quando alguma coisa sai errada, é como se uma parte de mim fosse destruída. Isso me lembra o fato de que já vão fazer quatro anos que estou no Ensino Médio, o que é um verdadeiro perigo aos professores e colegas, já que todos são obrigados a aturar o meu eu revoltado. Por ser um perigo ao natural, encarar o que me vem pela frente sem medo algum, me torno inofensiva aos que me rodeiam. Não sou capaz de agredir alguém sem ser com palavras. Aí esta o perigo de ser inofensiva fisicamente. Muitas vezes não meço o poder que tem uma palavra e ela sai de dentro de mim como se fosse uma pedra atirada no meio do peito. Mas sou eu que fico sem ar.
Tenho mania de me consumir pensando demais em tudo. Me preocupando demais. O maior perigo que existe em mim e para mim é o amor. O amor de todas as formas possiveis de existência vem destruindo cada pedaço que resta de mim. Me entrego demais. Amo demais. E quando eu falo amor não é essa histórinha clichê de namoradinho que não me ama. Eu falo em amor de verdade. A começar pelo amor paterno. Nunca recebi volta em relação ao amor que sinto pelo meu pai. Em dez anos, ele esteve presente no máximo quatro vezes em minha vida. Tenho medo de perde-lo e não lembrar de seu rosto, sua voz, seu cheiro... Sinto falta.
O amor é um perigo porque a visão tão perfeccionista que temos em relação a ele nunca é real. O que significa que livros e filmes não vão ser parte de nossa história. As coisas não vão se repetir. Nem todos teremos sorte. Não é um grande perigo viver de ilusão?
Viver em um mundo só seu. No qual não existe mais nada além de pensamentos tristes e palavras vazias. Um mundo onde as promessas não valem nada pelo fato de que fui ensinada pela vida a não criar expectativas e a não acreditar. É um perigo, um grande perigo viver só.
Sentir que o quarto está sempre escuro e que só as paredes tem o poder de entender. É um perigo se tornar alguém como eu. Alguém que tem expectativas mas desacredita tanto em tudo. Mas todas as vezes em que me sinto bem, percebo que termino igual. Sentada em uma cadeira, num quarto vazio, ouvindo uma música triste e pedindo por tudo que há de mais sagrado um sorriso que seja verdadeiro, uma palavra de conforto e o final de todos esses perigos que me rodeiam.
Medo de água, medo da morte, medo de pombas, medo de não alcançar meus objetivos, medo de chegar aos vinte sem ter concluído o ensino médio.... Muitos medos que trazem consigo os perigos. Acho que eu sou um perigo para mim mesma. Sou sim. Definitivamente não aceito de forma alguma não alcançar meus objetivos. Quando alguma coisa sai errada, é como se uma parte de mim fosse destruída. Isso me lembra o fato de que já vão fazer quatro anos que estou no Ensino Médio, o que é um verdadeiro perigo aos professores e colegas, já que todos são obrigados a aturar o meu eu revoltado. Por ser um perigo ao natural, encarar o que me vem pela frente sem medo algum, me torno inofensiva aos que me rodeiam. Não sou capaz de agredir alguém sem ser com palavras. Aí esta o perigo de ser inofensiva fisicamente. Muitas vezes não meço o poder que tem uma palavra e ela sai de dentro de mim como se fosse uma pedra atirada no meio do peito. Mas sou eu que fico sem ar.
Tenho mania de me consumir pensando demais em tudo. Me preocupando demais. O maior perigo que existe em mim e para mim é o amor. O amor de todas as formas possiveis de existência vem destruindo cada pedaço que resta de mim. Me entrego demais. Amo demais. E quando eu falo amor não é essa histórinha clichê de namoradinho que não me ama. Eu falo em amor de verdade. A começar pelo amor paterno. Nunca recebi volta em relação ao amor que sinto pelo meu pai. Em dez anos, ele esteve presente no máximo quatro vezes em minha vida. Tenho medo de perde-lo e não lembrar de seu rosto, sua voz, seu cheiro... Sinto falta.
O amor é um perigo porque a visão tão perfeccionista que temos em relação a ele nunca é real. O que significa que livros e filmes não vão ser parte de nossa história. As coisas não vão se repetir. Nem todos teremos sorte. Não é um grande perigo viver de ilusão?
Viver em um mundo só seu. No qual não existe mais nada além de pensamentos tristes e palavras vazias. Um mundo onde as promessas não valem nada pelo fato de que fui ensinada pela vida a não criar expectativas e a não acreditar. É um perigo, um grande perigo viver só.
Sentir que o quarto está sempre escuro e que só as paredes tem o poder de entender. É um perigo se tornar alguém como eu. Alguém que tem expectativas mas desacredita tanto em tudo. Mas todas as vezes em que me sinto bem, percebo que termino igual. Sentada em uma cadeira, num quarto vazio, ouvindo uma música triste e pedindo por tudo que há de mais sagrado um sorriso que seja verdadeiro, uma palavra de conforto e o final de todos esses perigos que me rodeiam.
domingo, 16 de maio de 2010
13.05
Como costumo dizer, tem olhos e olhares que hipnotizam e confundem. Tento mas não consigo explicar porque. São profundos, diabólicos, sedentos. Por algum motivo - o qual desconheço - quando por alguns segundos tenho chances de analisá-los, me parecem tão sensíveis.
Os gestos são frios. Tão frios que nunca sei para onde olham. E a revolução aqui dentro aumenta e nunca cessa. Já faz um ano. Dois, na verdade. Mas apenas um desde que senti seus lábios. O toque das tuas mãos que seguem com a suavidade das tuas carícias. Um toque vazio e sem paixão. Consegue ser tudo ao mesmo tempo. Chega a extremos, como fogo e gelo. Gelo quando fala e quando olha. Fogo quando toca minha pele implorando para que eu fique. Tantas sensações que vão se misturando no cambalear de uma só noite.
Treze de maio de dois mil e nove. Bebida demais, lágrimas demais, lembranças demais. Um violão tocando milhares de canções, e a única voz que eu precisava e queria ouvir. A voz suave, as palavras invadindo o quarto escuro e se misturando com o barulho da chuva. Tão mais do que eu sempre imaginei. Tão melhor.
E lá vem aqueles olhos, cheios de tudo que já cansei de tentar entender. Até eu já me cansei, quem dirá os outros. As lembranças dos sussuros ao pé do ouvido, cheios de boas intenções que seguem ecoando dentro de mim.
Podem passar até mil anos. Nem a eternidade tirará de mim todas as lembranças vazias que habitam meu corpo à procura de um lugar para se esconder.
Os gestos são frios. Tão frios que nunca sei para onde olham. E a revolução aqui dentro aumenta e nunca cessa. Já faz um ano. Dois, na verdade. Mas apenas um desde que senti seus lábios. O toque das tuas mãos que seguem com a suavidade das tuas carícias. Um toque vazio e sem paixão. Consegue ser tudo ao mesmo tempo. Chega a extremos, como fogo e gelo. Gelo quando fala e quando olha. Fogo quando toca minha pele implorando para que eu fique. Tantas sensações que vão se misturando no cambalear de uma só noite.
Treze de maio de dois mil e nove. Bebida demais, lágrimas demais, lembranças demais. Um violão tocando milhares de canções, e a única voz que eu precisava e queria ouvir. A voz suave, as palavras invadindo o quarto escuro e se misturando com o barulho da chuva. Tão mais do que eu sempre imaginei. Tão melhor.
E lá vem aqueles olhos, cheios de tudo que já cansei de tentar entender. Até eu já me cansei, quem dirá os outros. As lembranças dos sussuros ao pé do ouvido, cheios de boas intenções que seguem ecoando dentro de mim.
Podem passar até mil anos. Nem a eternidade tirará de mim todas as lembranças vazias que habitam meu corpo à procura de um lugar para se esconder.
sábado, 15 de maio de 2010
Heathcliff - o morro dos ventos uivantes
Não acho que já tenha visto em algum lugar amor mais fiel do que o personagem Heathcliff sentiu por Cathy. É tão longe do clichê Bella and Edward, tão longe de qualquer clichê. Ele é fiel ao que sente do início ao fim (e quando digo fim,falo do seu fim). Nunca desiste. Alguém que se doa tanto a outro ser não poderia ser jamais chamado de amargurado e tantas outras asneiras que vejo por aí. Só lendo mesmo o livro pra saber. O Morro dos Ventos Uivantes é uma de minhas grandes paixões, e Heathcliff é o personagem que mais respeito. Amor não é só dizer eu te amo e trocar carícias num medíocre 'felizes para sempre'. Amor vai além, e o amor de Heathcliff foi tão além de tudo que me surpreendeu, e despertou em mim uma visão diferente do que é doar-se por inteiro a alguém.
____eu precisava falar um pouco sobre isso. *-*
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