domingo, 24 de abril de 2011
Vanilla Twilight
terça-feira, 12 de abril de 2011
Possível última carta ao meu Moço Loiro
"Mas em um segundo tudo pode mudar, meu amor." Foi você mesmo quem disse. E sim, eu te guardarei com as minhas verdades, em forma de palavras repetidas. Tantas foram as vezes que desejei sair correndo e não o fiz. Só que agora eu vou correr para a vida! Deixarei de lado o que foi platônico para encontrar o que é real. Porque sentir o que eu sentia não foi o suficiente para me fazer feliz, e eu também não o culpo por nada disso. A culpa não é de ninguém.
A vontade de vê-lo, de tocá-lo... esta vai indo embora com o tempo. Mas o amor que senti, este eu acho que jamais ir. O problema é que amar sozinho não sustenta um coração. Cansei de tentar te decifrar, de brincar comigo mesma. A vida não é um jogo de quebra cabeças que pode ser guardado em uma caixa para tentar montar depois. A vida é aqui, e é agora.
com ou sem você.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Chuvas de Verão
São chuvas de barulho
Chuvas de palavras
Chuvas de tudo
Chuvas de nada
São chuvas de tempo
São chuvas em vão
São chuvas que mexem
Com meu coração
São chuvas que molham
Ou chuvas que não
Param, Sentem, Olham
Essas Chuvas de Verão
Daniel
segunda-feira, 14 de março de 2011
Palavras repetidas.
Eu estou sozinha agora, mais do que nunca. Não tenho onde me segurar e nem preciso, pois o que antes me derrubava agora se tornou também vazio. Tudo vazio. Sempre vazio. Esse sentimento parece que persegue. Simplesmente não quer me deixar. E eu tento olhar para o céu e ver as tão sonhadas estrelas mas elas nunca estão lá. Está tudo escuro. Aqui dentro também está escuro. E luto diariamente para encontrar algo que me faça lembrar de como era bom estar sorrindo, mas não consigo.
E eu encontro em olhos castanhos algo que me faz sentir bem, mas quando está distante é como se eu não estivesse respirando. E está sempre distante. Mantenho as folhas rabiscadas com trechos de tudo o que eu preiso escrever, mas são sempre lembranças. E a vontade de queimar as lembranças é maior do que a de compartilhá-las com quem quer que seja. As palavras acabam saindo sem sentido, mas eu não me importo. Pois ao menos nelas eu encontro vestígios de quem sou, certezas e incertezas que me fazem perceber o quanto ainda estou viva.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Phone call.
Simples palavras que mudaram meu dia, e meu humor.
Hell yeah, I miss him so much!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Com que freqüência os teus sentimentos mudam?
Com que freqüência os teus sentimentos mudam?
Acha que desisto facilmente, mas o fato é que fui vencida pelo cansaço. Aquele belo loiro é que disse algo inteligente: "Não adianta insistir numa coisa que não dá!".
Tu tentas uma vez, duas e até três. Dependendo da intensidade do sentimento até se quebra um pouco mais. Mas chega uma hora que a única coisa que tu podes ver ao redor são lembranças vazias. E quem é que deseja lembranças vazias?
Chame-me de fraca por desistir, mas não te dou o direito de culpar-me por não mais querer tentar. Correndo muito atrás é que perdi o rumo da outra vez. Tenho até medo de pensar nas conseqüências se eu o fizesse novamente. Queria que entendesse que todo o tempo a única coisa que fiz foi amar. E o meu sentimento, este jamais mudou - apesar de eu ter tentado expulsá-lo de mim-. É auto defesa. Ninguém gosta de sofrer. Não se ofenda quando te pergunto com que freqüência teus sentimentos mudam. Sentimentos sempre mudam. Favorecem uns e destroem outros. Mas por ordem natural das coisas, mudam. Eu jamais perguntaria com intenção de ofender, mas infelizmente cada um entende como deseja. Eu quero mesmo é saber o que se passa dentro do alguém que eu tanto desejo. Quero saber se vale a pena eu ainda desejá-lo ou se é melhor me forçar a esquecê-lo. Eu quero respostas.
E agora eu te pergunto, novamente, e, por favor, não pense que quero ferir teus sentimentos com tal pergunta...
Com que freqüência teus sentimentos mudam?
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Só você não viu.
- Tu tava estranha ontem, disse ele.
- Não tava não. Quem é essa moça?
- Sobre isso que eu queria falar. Tu gosta mesmo de mim?
- Eu gosto, se não gostasse não estaria aqui a esta hora.
- Fala a verdade, não está com outra pessoa?
Certo, agora ela estava realmente confusa.
- Eu não tô com outra pessoa, de onde tirou isso?
- Achei que não quisesse nada sério, disse ele com naturalidade.
- Ok. Então porque a pessoa gosta de beber, de fumar, de fazer loucuras ela simplesmente não sente nada por ninguém? Ela não é capaz de amar de verdade?
- Não é isso, é que não parecia que tu gostava realmente de mim. Eu não sentia isso em ti. Talvez se tivesse demonstrado mais...
- Desde quando gestos falam mais do que palavras? Tem tanta gente que fala, fala e fala e no final era tudo mentira!
- Mas fala sério... se a gente namorasse tu não seria fiel, não é?
- Não acredita em mim? Porque não acredita em mim? Essa mania de achismos me dá uma agonia sem tamanho. Se tinha duvidas porque não perguntou? Porque não disse que gostava de mim também?
Ela tinha ficado realmente nervosa com o fato de estar ouvindo a única pessoa que tinha se dado a chance de amar falar daquela forma.
- Olha... Esquece minha desconfiança. Eu não te perguntei porque não achei necessário. Se eu achasse que tu gostava de mim, com certeza eu teria perguntado. Eu realment não acreditei em ti quando disse q suas palavras eram verdadeiras e tu nã gostava de mentir, disse q me amava... Mas eu não levei a sério.
Ela estava suando frio, seu corpo tremia.
- Ai tu vem me pedir pra admitir que tava com outro, quando é tu quem tá com outra pessoa.
As palavras sairam fugidas de sua boca, mas ela não se arrependeu.
- Se eu soubesse... Não teria feito isso. - Ele gaguejava.
- A gente não pode exigir dos outros o que não faz, não é? Tu disse isso pra mim, mas porque não usou as palavras para ti mesmo? Poxa. Eu falei: NÃO FALA AS COISAS PQE EU VOU ACREDITAR, E SE EU ACREDITAR, FODEU! E tu falou mesmo assim. E eu acreditei, tu pode não ter acreditado quando eu falei, posso parecer uma idiota que sai por ai brincando com amor, mas eu não sou assim. Nem tudo que parece, é.
Parou de falar por um instante, mas as palavras continuavam saindo.
- Mas eu, eu acreditei em ti . Porque eu acredito em quem eu gosto. E se tu não quisesse, tudo bem. eu não iria atrás de outra pessoa por isso. Eu iria continuar vivendo, e se aparecesse alguém, beleza. Mas não de um dia pro outro. A gente não gosta e desgosta das pessoas assim. -
Ela conseguiu finalmente se calar, então ele retrucou.
- Eu sei qu não... Poxa, to me sentido mto inseguro. Tudo que tu falou... Mexeu comigo.
- Pis não desconte isso nos sentimentos dos outros. ninguem tem que pagar pela tua insegurança. não quis que ninguém pagasse pela minha, é injusto. Eu to me sentindo muito idiota, se tu quer saber.
- Eu não te fiz mal por querer, eu nunca te faria mal por querer. Tenso... As vezes a gente machuca quem mais a gente quer cuidar.
Ela olhou para ele e sentou no canto da cama, não conseguia entender de forma alguma como podia se sentir daquele jeito.
- Alguém sempre tem que sair ferrado dessa coisa de gostar, isso é fato! Que saco!
- Não precisa ser assim, disse ele com tranquilidade.
- Imagina se não. Se não for tu, serei eu. E se não eu, a terceira pessoa que está envolvida neste ciclo vicioso.
- Assim parece que o sinônimo de amar é sofrer, como dizem.
- E não é? Porque tu acha que eu não demostro as coisas? Não é por não sentir. É por saber no que dá.
Ela olhava nos olhos dele que pareciam não entender exatamente o que ela queria dizer. As feições do rosto claro, dos olhos escuros... Tudo parecia tão frio agora. Ele parecia frio. A culpa era dela por não ter dito com todas as palavras que amava ele. Aí então ele procurou em outra pessoa o que achava que não encontraria nela. Era uma menina bastante sentimental, apesar de não parecer. Não demonstrava qualquer carinho por medo de não receber de volta. E ela se sentia mesmo culpada por deixar passar alguém tão importante.
- A gente sofre... Mas o que conta são os momentos felizes.
Ele falava com uma naturalidade inacreditável e ela estava ficando nervosa. O tom de sua voz diminuiu significativamente, parecia que ela falava com ela mesma.
- Eles se apagam todos . São engolidos por uma sombra gigantesca do que foi ruim. E aí só sobram os momentos que não aconteceram. Os que a gente queria que tivessem acontecido. Porque esses tão com a gente quando a gente vai dormir. O resto é tomado por mágoa ou sei lá o nome do sentimento que leva tão facilmente o que tinha de bom.
- Eu queria ter tido mais momentos feliz contigo.
- Eu também.
Ela vestiu o casaco, pegou sua bolsa e saiu pela porta. Ele não a seguiu, mas pensou em ligar para saber se ficaria bem, se a veria novamente.
A vida é mesmo uma bagunça de sentimentos. Leva e trás as pessoas todos os dias. Sempre com frieza, sempre sem se importar com a dor. Ela descobriu então a falta que fazem as palavras. E se ela o tiver perdido para sempre? Havia demonstrado seu carinho de uma forma que talvez ele não tivesse entendido. É uma menina simplória. Seus gestos falam por si. Suas palavras quando ditas, saem como uma tempestade que pode ser devastadora. Por isso tem o cuidado de nem sempre demonstrar. Já foi derrubada muitas vezes por sentir.
Mas de certa forma aprendeu que realmente, não se deve deixar o medo de errar impedir que você jogue. As coisas que quer podem estar bem a sua frente, e se alguém não der o primeiro passo, os sentimentos verdadeiros podem ficar escondidos eternamente. Pulsando dentro do coração rancoroso, tirando de você a esperança do que deveria ter sido uma lembrança bonita.