domingo, 16 de maio de 2010

13.05

Como costumo dizer, tem olhos e olhares que hipnotizam e confundem. Tento mas não consigo explicar porque. São profundos, diabólicos, sedentos. Por algum motivo - o qual desconheço - quando por alguns segundos tenho chances de analisá-los, me parecem tão sensíveis.
Os gestos são frios. Tão frios que nunca sei para onde olham. E a revolução aqui dentro aumenta e nunca cessa. Já faz um ano. Dois, na verdade. Mas apenas um desde que senti seus lábios. O toque das tuas mãos que seguem com a suavidade das tuas carícias. Um toque vazio e sem paixão. Consegue ser tudo ao mesmo tempo. Chega a extremos, como fogo e gelo. Gelo quando fala e quando olha. Fogo quando toca minha pele implorando para que eu fique. Tantas sensações que vão se misturando no cambalear de uma só noite.
Treze de maio de dois mil e nove. Bebida demais, lágrimas demais, lembranças demais. Um violão tocando milhares de canções, e a única voz que eu precisava e queria ouvir. A voz suave, as palavras invadindo o quarto escuro e se misturando com o barulho da chuva. Tão mais do que eu sempre imaginei. Tão melhor.
E lá vem aqueles olhos, cheios de tudo que já cansei de tentar entender. Até eu já me cansei, quem dirá os outros. As lembranças dos sussuros ao pé do ouvido, cheios de boas intenções que seguem ecoando dentro de mim.
Podem passar até mil anos. Nem a eternidade tirará de mim todas as lembranças vazias que habitam meu corpo à procura de um lugar para se esconder.

3 comentários:

  1. 'Nem a eternidade tirará de mim todas as lembranças vazias que habitam meu corpo à procura de um lugar para se esconder.'
    Super me identifiquei!
    Parabéns, continue se aperfeiçoando, hm.
    Beijinhos.

    ResponderExcluir
  2. Obrigada linda! Fico feliz que tenha gostado, não tanto pela parte de se identificar rs
    beijos!

    ResponderExcluir